Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista Thiago Ávila, faleceu na tarde do dia 5 de setembro em Brasília, aos 63 anos, após enfrentar um grave quadro de saúde. A equipe de Thiago, que é um dos sete brasileiros da Global Sumud Flotilla (GSF), expressou nas redes sociais a força e a alegria que caracterizavam Teresa, destacando sua coragem em lidar com anos de adoecimento. Ela era também mãe de Luana de Ávila, agente de polícia e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).
A família de Teresa se destacou pelo amor e dedicação, oferecendo a ela todo o cuidado e dignidade até o último momento. Em uma demonstração de homenagem, Thiago nomeou sua filha de dois anos com o nome da mãe. A instituição mencionou que divulgaria informações sobre o velório e o sepultamento assim que os familiares as disponibilizassem.
Thiago Ávila, atualmente detido, foi preso enquanto estava a bordo de um navio da GSF, interceptado por militares israelenses. Ele estava acompanhado por Saif Abukeshek, um palestino-espanhol. Os dois foram retirados do navio e transferidos para a Grécia, separados dos demais ativistas. O grupo brasileiro partiu de Barcelona em 12 de abril com a intenção de levar alimentos e itens básicos à população de Gaza, que enfrenta escassez.
A prisão de Thiago foi prorrogada até o dia 10 de setembro, conforme anunciado pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon. Diversas entidades na Palestina consideram a detenção ilegal e denunciam as práticas de violência física e psicológica utilizadas pelo governo israelense contra os detidos. O juiz Yaniv Ben-Haroush foi o responsável pela decisão de extensão da prisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em suas redes sociais, manifestou preocupação com a situação de Thiago Ávila, classificando a manutenção de sua prisão como injustificável. Ele enfatizou que a detenção dos ativistas em águas internacionais representa uma violação ao direito internacional e pediu por sua soltura, assim como a do cidadão espanhol também detido. Lula reafirmou que a segurança dos ativistas deve ser garantida e que é necessário exigir a liberação imediata deles.





