Curitiba SE junta à Carbon Neutral Cities Alliance para combater Mudanças Climáticas

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Curitiba foi oficialmente aceita como membro da Carbon Neutral Cities Alliance (CNCA), uma rede global focada em ações para atingir a neutralidade de carbono e enfrentar as Mudanças Climáticas. A formalização da adesão ocorreu durante o encontro anual da aliança, que acontece no Rio de Janeiro, até esta sexta-feira, 8 de maio. Com essa inclusão, a capital paranaense se torna a 24ª cidade a integrar o grupo.

A CNCA reúne municípios que se comprometeram a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, estabelecendo metas para alcançar a neutralidade climática até o ano de 2050. A participação na aliança possibilita o intercâmbio de experiências e a colaboração entre diferentes administrações públicas na criação de políticas ambientais eficazes.

Os debates na CNCA abordam questões como mobilidade urbana, eficiência energética, planejamento territorial e o desenvolvimento de soluções destinadas a minimizar os impactos ambientais nas áreas urbanas. Além disso, o grupo se dedica ao compartilhamento de estratégias de descarbonização e ao fomento de iniciativas que promovam a sustentabilidade.

Com a nova adesão, Curitiba poderá participar de fóruns internacionais e de projetos colaborativos voltados para a implementação de medidas climáticas. A cidade já desenvolve programas relacionados ao transporte coletivo, preservação de áreas verdes e incentivo à redução de emissões, que são considerados fundamentais dentro da CNCA.

O encontro no Rio de Janeiro reúne líderes técnicos e políticos que discutem estratégias de ação climática e resiliência urbana. A presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Ana Zornig Jayme, representa o município ao lado de Gisele Medeiros e Daniele Moraes, também do Ippuc, e Felipe Ehmke, técnico da Secretaria do Meio Ambiente (SMMA).

Para que uma cidade integre a CNCA, é necessário cumprir critérios técnicos e institucionais rigorosos. Isso inclui a adoção oficial de metas de neutralidade de carbono em todos os setores, como transporte, energia e resíduos, além da existência de um plano de implementação em escala urbana e a alocação de orçamento e equipe técnica para a execução das ações.