Na manhã desta sexta-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu uma entrevista ao Jornal Gente, onde reafirmou a total isenção do tribunal em relação ao Caso Master. Mendes negou qualquer tentativa de obstruir as investigações, mesmo que estas possam atingir membros da própria Corte.
Gilmar Mendes esclareceu que o procedimento investigativo do Caso Master já está em andamento no STF, sob a relatoria do ministro André Mendonça e com a atuação da Procuradoria-Geral. O ministro enfatizou que não existe qualquer movimentação interna para travar as diligências ou os pedidos de apuração relacionados ao caso. "Ninguém está impedindo a investigação do Caso Master; ela está em curso no Supremo Tribunal Federal", afirmou.
O ministro expressou confiança na capacidade do STF de lidar com a situação. “A isenção do Supremo para analisar esse caso é completa. Nós não temos muita alternativa em termos de sistema de justiça”, declarou, ressaltando que a transferência de competências do STF para a AIA não alteraria a situação atual.
As declarações de Mendes surgem em meio a pressões por investigações que possam atingir ministros do STF, especialmente com o avanço das apurações sobre o Caso Master.
Além disso, Gilmar Mendes comentou sobre o PL da Dosimetria, que visa revisar as penas de envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ministro explicou que o projeto é fruto de um diálogo institucional longo e que traz avaliações sobre a proporcionalidade das condenações. Mendes observou que, entre aproximadamente mil condenados, algumas penas foram consideradas excessivamente leves enquanto outras foram mais severas.
O ministro lembrou que houve discussões iniciais sobre a possibilidade de anistia, mas, diante da inviabilidade, a ideia de uma nova norma para a fixação das penas prevaleceu. Mendes também destacou que o ocorrido em 8 de janeiro foi uma agressão significativa e que a reação às ações daquela data foi apropriada.





