O recente aumento de casos de HANTAVÍRUS, tanto no Brasil quanto em outros países, como o que ocorreu em um cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde, trouxe à tona preocupações sobre a doença. No entanto, o infectologista Evaldo Stanislau, colunista da Bandeirantes, afirmou que não há motivos para alarmes excessivos. Ele esclarece que a enfermidade é conhecida e possui uma baixa taxa de transmissão entre humanos na maioria das suas variantes.
De acordo com Stanislau, a principal forma de contágio do HANTAVÍRUS ocorre por meio do contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados, especialmente em áreas rurais. "É uma zoonose clássica, transmitida de animais para humanos, principalmente em ambientes com presença de ratos", destacou o especialista.
Embora a maioria das variantes tenha uma baixa capacidade de transmissão entre humanos, o médico ressaltou que uma variante específica do HANTAVÍRUS, encontrada na América do Sul, pode permitir a transmissão entre pessoas, mas isso acontece apenas em situações de contato muito próximo. Esse detalhe ajuda a explicar o surto ocorrido no cruzeiro, que envolveu um ambiente fechado e intensa convivência entre os passageiros.
Embora a letalidade do HANTAVÍRUS seja alta em casos graves, Stanislau enfatizou que a infecção não se espalha com a mesma facilidade que vírus respiratórios, como a influenza ou a Covid-19. "Não há risco de uma nova pandemia. A capacidade de infecção é muito menor", afirmou o infectologista.
O especialista alertou que pessoas que frequentam áreas rurais devem estar atentas a sintomas como febre persistente e problemas respiratórios. Em casos de exposição e surgimento desses sintomas, é fundamental buscar atendimento médico imediato, pois o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento.
Evaldo Stanislau também reforçou a importância de medidas de prevenção para trabalhadores rurais, como o uso de luvas, máscaras e a higiene adequada ao manusear grãos, animais ou em locais com a presença de roedores. Essas práticas podem reduzir significativamente o risco de contaminação.





