O professor Leonardo Trevisan avaliou a recente reunião entre o presidente Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando uma nova dinâmica nas relações entre os dois países. A conversa, , sinaliza uma aproximação pragmática, centrada em interesses econômicos, especialmente no que diz respeito a investimentos e tecnologia.
Em sua análise, Trevisan destacou que o atual cenário internacional é dominado pela rivalidade entre Estados Unidos e China, com nações intermediárias pressionadas a se posicionar. Ele apontou que questões como terras raras e tecnologia são centrais nessa disputa, que também abrange fatores eleitorais e econômicos internos das potências envolvidas.
O professor também comentou sobre os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, afirmando que esses eventos estão interligados em um rearranjo geopolítico global. Segundo ele, a guerra na Ucrânia e a instabilidade no Irã estão relacionadas ao equilíbrio de poder entre grandes potências, nomeadamente Estados Unidos, Rússia e China.
Trevisan observou que o Brasil mantém uma postura histórica de equilíbrio em suas relações internacionais, evitando alinhamentos rígidos. Ele lembrou que o país já demonstrou uma abordagem pragmática em outros períodos de polarização global, afirmando que “o Brasil tem experiência nesse tipo de jogo diplomático e busca preservar seus interesses nacionais sem se alinhar de forma definitiva a blocos”.
Outro ponto importante abordado foi o papel da China na economia global, com ênfase em seu impacto sobre o comércio internacional e, consequentemente, sobre países como o Brasil. A China, segundo ele, se tornou uma peça fundamental nas cadeias produtivas globais, influenciando as decisões econômicas e políticas em diversas regiões.
Trevisan concluiu sua análise enfatizando que o mundo enfrenta um momento de reorganização geopolítica, com decisões concentradas nas mãos de poucas potências. Nesse contexto, nações como o Brasil têm a oportunidade de atuar como intermediárias, buscando benefícios econômicos sem se envolver diretamente em conflitos estratégicos.





