O cenário eleitoral para o Senado no Paraná começa a se delinear com uma clara centralização do poder nas mãos de Ratinho Junior. O governador tem adotado uma abordagem estratégica, focando na organização de sua base em vez de promover uma distribuição ampla de oportunidades. Seu objetivo é garantir o controle do Estado, além de eleger seu sucessor e um senador.
Alvaro Dias se destaca nesse contexto, trazendo consigo um recall eleitoral e uma densidade política que fazem dele um aliado valioso para Ratinho. A previsibilidade que Alvaro oferece é crucial para a estabilidade que um governador busca, o que torna sua presença no jogo político ainda mais relevante.
Outro personagem importante é Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, que tem se mostrado hábil em interagir com mais de 200 prefeitos do interior do Estado. Sua parceria com Eduardo Pimentel em Curitiba fortalece ainda mais sua posição dentro do tabuleiro político.
Por outro lado, Cristina Graeml surge com um discurso de direita e uma forte presença digital, buscando atrair um eleitorado mais ideológico. Contudo, a política majoritária exige mais do que apenas engajamento nas redes sociais. Ratinho Junior, conhecido por sua habilidade em construir alianças, não está disposto a abrir espaço para candidaturas que não se alinhem com sua estratégia.
A diferença entre ser tolerado e ser incorporado em um projeto político é significativa. Caso Cristina insista em uma candidatura que não se encaixe nesse arranjo, sua presença poderá ser vista como um mero detalhe, não como um fator decisivo. A eleição ao Senado no Paraná, portanto, não será decidida por aqueles que se destacam nas redes, mas por aqueles que conseguem reunir apoio real em torno da mesa de negociações.
Uma questão intrigante permanece: o que Ratinho Junior prometeu a Cristina Graeml para atraí-la ao PSD? Essa dúvida paira sobre o cenário político, especialmente com a filiação dela, que foi anunciada no dia 31 de março. Em um recente encontro com quase 300 prefeitos, Ratinho enfrentou a pressão de ouvir pedidos para que Alexandre Cury fosse o candidato a governador. Se Sandro Alex não avançar nas pesquisas, há especulações de que Ratinho poderia optar por Cury como cabeça de chapa, o que mudaria toda a dinâmica das candidaturas ao Senado.





