Jorge Messias, advogado-geral da União, se prepara para a sabatina no Senado nesta quarta-feira com uma estratégia definida: evitar embates com a oposição e não reagir a provocações. Indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, ele já visitou cerca de 77 senadores no chamado beija-mão, em que apresenta sua trajetória nos cargos que ocupou. A aliados, afirma estar com o coração leve.
As contas do governo apontam para ao menos 47 votos favoráveis à aprovação. Interlocutores de Messias avaliam que o cenário atual é melhor do que o do fim do ano passado, quando a sabatina chegou a ser marcada pelo presidente do Senado, mas foi adiada.
A oposição, no entanto, promete resistência. A ala bolsonarista fechou questão contra o nome de Messias e acusa o governo de ter comprado apoio para garantir a aprovação.
Líderes senatoriais dão como certo que Messias terá de responder perguntas sobre a crise entre os Poderes e a postura que ministros do STF deveriam adotar. Nesse ponto, a expectativa é de que ele se apresente como um nome capaz de ajudar a pacificar a relação entre o Judiciário e o Legislativo.
Na quinta-feira, o Congresso vai analisar o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, criado para beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro. A avaliação do governo é de que se trata de uma batalha perdida e que não vale a pena se mobilizar para evitar a derrubada do veto.





