A população idosa do Paraná, composta por quase 1,9 milhão de pessoas com 60 anos ou mais, enfrenta um cenário de crescente demanda por serviços de saúde e políticas públicas. Esse aumento demográfico, conforme os Dados do Censo Demográfico de 2022, aponta um crescimento de 61,7% em relação a 2010. Projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social indicam que, até 2050, essa faixa etária poderá representar quase 30% dos habitantes do estado, com um total estimado de 3,69 milhões de idosos.
Alexandre Curi, candidato ao Senado Federal pelo Republicanos, destaca o envelhecimento da população como uma das prioridades de sua campanha. Entre suas propostas, está o fortalecimento da Política Nacional de Cuidados, com foco especial na população idosa. Curi sugere um modelo de cofinanciamento que envolva União, estados e municípios, visando ampliar a infraestrutura de atendimento e oferecer suporte às famílias que cuidam de parentes idosos.
Uma das iniciativas propostas por Curi é a criação de um Programa Nacional de Centros de Convivência e Bem-Estar da Pessoa Idosa. Essa iniciativa pretende proporcionar espaços para atividades sociais e de convivência, promovendo o fortalecimento dos vínculos entre os idosos. Além disso, o candidato propõe um aumento de recursos voltados para pesquisas e atendimentos especializados em doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e Parkinson.
No campo da saúde, Curi defende uma maior estabilidade no financiamento federal do Sistema Único de Saúde (SUS) e a atualização da tabela de procedimentos. Ele ressalta a importância de garantir recursos para serviços regionais de alta complexidade, com ênfase em neurologia, cardiologia e oncologia, além de fortalecer as Santas Casas e hospitais filantrópicos.
As propostas de Curi também incluem programas de qualificação e capacitação para profissionais que atuam na área de cuidados com idosos, buscando melhorar a qualidade do atendimento. O candidato enfatiza a necessidade de uma abordagem integrada e humanizada para lidar com as questões relacionadas ao envelhecimento, destacando a importância de políticas que respeitem e preservem a autonomia dos idosos e o papel das famílias nesse contexto.





