André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, manifestou descontentamento em relação à delação de Daniel Vorcaro. O banqueiro apresentou uma segunda versão do seu depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, após a primeira ter sido rejeitada por falta de informações relevantes. A colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, sugere que a operação realizada nesta quinta-feira (07) pode ser uma resposta direta de Mendonça.
Nesta operação, o senador Ciro Nogueira, do PP, é apontado como um dos beneficiários de pagamentos que totalizavam cerca de 300 mil reais mensais, conforme decisão do ministro. A ação culminou na execução de um mandado de busca e apreensão contra Nogueira, que até o momento não se manifestou sobre as acusações.
Além disso, o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, foi detido durante a operação por ser responsável por movimentar os pagamentos destinados a parlamentares, entre eles Ciro Nogueira, que estaria no centro do esquema de vantagens indevidas.
Conforme Mônica Bergamo, operações desse tipo normalmente são suspensas durante delações. Informações extraoficiais indicam que Mendonça teve discussões intensas e ríspidas com a defesa de Vorcaro.
Juntamente com Ciro Nogueira, seu irmão, Raimundo Neto, e Silva Nogueira Lima também estarão sujeitos a medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e restrição de deslocamento, tanto dentro da cidade onde residem quanto para fora do país.
Na sua decisão, Mendonça reiterou que, no atual cenário, não há risco de fuga ou obstrução da Justiça por parte de Ciro Nogueira, dispensando a necessidade de prisão. Contudo, o senador foi proibido de manter contato com testemunhas e outros envolvidos na Operação Compliance Zero, sendo acusado de utilizar seu cargo parlamentar para favorecer Daniel Vorcaro.





