Autorização para aquisição de robôs de combate a incêndios é concedida pelo TJ do PARANÁ

Compartilhe

A desembargadora Lídia Maejima, presidente do Tribunal de Justiça do PARANÁ, revogou uma decisão que barrava a aquisição de até 26 robôs destinados ao combate a incêndios, permitindo que o Governo do Estado prossiga com o processo. A determinação visa aprimorar a tecnologia utilizada pela Defesa Civil, aumentando a capacidade de resposta em situações de emergência.

Os robôs, projetados para atuar em incêndios de grande intensidade, são especialmente eficazes em ambientes confinados, como túneis e subsolos. Além disso, eles se destacam em incêndios urbanos e em situações que envolvem infraestrutura crítica, como portos e refinarias. Essa iniciativa representa um marco, pois a compra de robôs para esse fim é inédita no Brasil.

Com a capacidade de gerar um grande fluxo de água por meio de uma mangueira, os robôs proporcionam proteção aos bombeiros em cenários extremamente desafiadores. A desembargadora Lídia Maejima ressaltou que a manutenção da decisão anterior poderia comprometer a ordem pública, a economia e a saúde pública, dada a relevância dos equipamentos na contenção de incêndios.

A aquisição se insere no âmbito do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) da Defesa Civil do PARANÁ, que busca enfrentar a crescente incidência de incêndios no estado. A empresa alemã selecionada para fornecer os robôs foi escolhida por apresentar o melhor produto disponível, que integra funções de ventilação tática e supressão térmica.

A decisão anterior de suspensão foi motivada por uma reclamação de uma empresa concorrente, que alegou prejuízos com a contratação. Contudo, a desembargadora observou que o laudo técnico usado para contestar a aquisição foi elaborado por um sócio da empresa reclamante, levantando questões sobre a legitimidade da ação judicial.

Recentemente, o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas indicou a ocorrência de estiagem em todo o PARANÁ, o que aumenta o risco de incêndios, especialmente durante o período de seca que se intensifica no inverno. Essa situação evidencia a necessidade urgente de tecnologias eficazes para o combate a incêndios no estado.