A disputa pelo Governo do Paraná já conta com sete candidatos oficialmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O oitavo candidato, Adriano Teixeira, do PCO, ainda não teve seu nome inserido na plataforma da Justiça Eleitoral. A composição dos concorrentes é notável pela alta presença de profissionais formados em Direito, com cinco dos sete nomes listados no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sendo advogados. Os restantes dois candidatos possuem apenas o ensino médio como formação.
Dentre os concorrentes, Alexandre Salomão, do partido Mobiliza, destaca-se com o maior patrimônio declarado, totalizando R$ 27,69 milhões. Sua chapa é composta por Daiana Criminácio, que concorre à vice-governadoria, utilizando o número 33 nas eleições. O segundo maior patrimônio pertence a Requião Filho, do PDT, que informou à Justiça Eleitoral R$ 1,87 milhão em bens. Michele Caputo, do SD, é sua companheira de chapa, que representa uma aliança entre PDT, PT, PCdoB, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade, concorrendo com o número 12.
Sandro Alex, do PSD e também advogado, é o terceiro em patrimônio declarado, com R$ 1,66 milhão. Ele conta com o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do MDB, como seu vice. A chapa recebe apoio de diversos partidos, incluindo PSD, MDB, Republicanos, Democratas, Avante, PSDB, Cidadania, União e PP, e concorre sob o número 55. Sandro Alex já atuou como secretário da Secretaria da Infraestrutura e Logística, além de ser deputado federal.
Sergio Moro, do PL, que também possui formação em Direito, declarou patrimônio de R$ 1,03 milhão. Natural de Maringá, ele tem como vice o empresário Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). A chapa de Moro conta com o apoio do PL, Democracia Cristã e Podemos, utilizando o número 22. O candidato Samuel de Mattos Figueiredo, do PSTU, também declarou R$ 1,03 milhão em bens e tem Helena Figueiredo como vice, concorrendo com o número 16.
Por fim, a única mulher na disputa é Tayná Miessa, representando o UP. A diversidade no perfil dos candidatos reflete um aspecto interessante da corrida eleitoral, que se aproxima das eleições de 2026. A predominância de advogados entre os concorrentes pode influenciar a forma como as propostas e as campanhas são estruturadas, além de trazer um olhar diferenciado sobre questões jurídicas que envolvem o governo do estado.
Com essa configuração, a disputa promete ser acirrada, com candidatos apresentando não apenas suas formações acadêmicas, mas também suas visões para o futuro do Paraná, em um cenário onde a educação e a experiência profissional se tornam temas centrais nas discussões eleitorais.




