O futebol feminino se prepara para celebrar, em 2026, cinco anos da licença-maternidade remunerada, um marco importante para as atletas da modalidade. A iniciativa, aprovada pela Fifa em 2021, faz parte do Regulamento sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP). A medida foi criada com o intuito de assegurar que as mulheres possam realizar o sonho de ser mães sem comprometer suas carreiras esportivas.
Para implementar essa mudança, a Fifa revisou o artigo 18 do RSTP, estabelecendo novas diretrizes que garantem a proteção das atletas. Contudo, essas regras foram oficialmente aprovadas apenas em 24 de maio de 2025, um passo importante para a igualdade de direitos no esporte.
As novas diretrizes garantem que as atletas tenham direito a um período de licença com remuneração por, no mínimo, 14 semanas, independentemente da legislação trabalhista vigente no país onde atuam. Além disso, mães adotivas e não biológicas também são contempladas por esse novo protocolo, ampliando a proteção às diferentes formas de maternidade.
Outro aspecto fundamental do protocolo é a criação de um plano de retorno, que visa proporcionar uma transição segura e tranquila das atletas de volta aos gramados. Para aquelas que não se sentirem à vontade para retornar imediatamente, há a opção de assumir outra função dentro do clube, garantindo que possam se reintegrar ao ambiente esportivo de forma gradual e adequada.
A implementação da licença-maternidade remunerada representa um avanço significativo no reconhecimento dos direitos das mulheres no esporte, permitindo que atletas como Cristiane, Jogadora do Flamengo e mãe de Bento e Aurora, possam conciliar suas carreiras com a maternidade de maneira mais segura e digna.





