A Prefeitura de Curitiba oficializou o envio de 31 sugestões à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com o objetivo de estabelecer diretrizes nacionais para a instalação subterrânea de redes de Energia Elétrica e telecomunicações. As propostas foram apresentadas através da Pars, empresa municipal responsável por parcerias estratégicas, durante uma consulta pública que se encerrou em 12 de outubro.
O documento, assinado pelo prefeito Eduardo Pimentel, do PSD, e pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, inclui recomendações sobre o planejamento, a implementação e a manutenção das redes. Além disso, sugere critérios para o compartilhamento dos custos entre as partes envolvidas no projeto.
A administração municipal destaca que a escolha das áreas a serem priorizadas deve considerar o potencial de benefícios, levando em conta fatores como interrupções no fornecimento de energia, o número de consumidores atendidos e a integração com obras viárias planejadas. Essa abordagem visa otimizar os recursos e maximizar os resultados das intervenções.
De acordo com Vitor Puppi, o enterramento da fiação pode melhorar a organização da paisagem urbana e aumentar a resistência da infraestrutura a eventos climáticos adversos. Curitiba está desenvolvendo um projeto que prevê a instalação de 120 quilômetros de redes subterrâneas, com um investimento total estimado em R$ 1,2 bilhão. Essa iniciativa será realizada por meio de uma parceria público-privada (PPP), em colaboração com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Pars.
A infraestrutura planejada abrangerá não apenas redes de Energia Elétrica e telecomunicações, mas também iluminação pública, videomonitoramento e serviços urbanos inteligentes. Em agosto, o BNDES firmou um protocolo de intenções com o município e indicou a experiência de Curitiba como uma referência importante para a elaboração de um marco regulatório nacional.
Em novembro, está prevista a assinatura de um novo convênio que permitirá a contratação de consultoria especializada para a estruturação do projeto. Entre os principais pontos abordados na proposta enviada à Aneel, destaca-se a necessidade de um modelo que defina como os custos de implantação e manutenção das redes subterrâneas serão divididos. A prefeitura enfatiza a importância de estabelecer regras que determinem a participação das distribuidoras de energia nesse processo.



