O primeiro debate entre o governador Tarcísio de Freitas e o candidato Fernando Haddad, realizado pelo Grupo Bandeirantes, foi caracterizado por um clima de intensa polarização, com trocas de acusações e um embate de dados. As campanhas de ambos os candidatos analisaram suas atuações durante o confronto, revelando detalhes dos bastidores que marcaram o evento.
Tarcísio de Freitas apresentou uma estratégia que incluiu o uso de um extenso material de apoio, trazendo consigo um volume significativo de dados e notas manuscritas que foram elaboradas ao longo de reuniões preparatórias. Durante o debate, ele ajustou seu tom de voz após orientações de sua equipe, buscando evitar uma postura defensiva diante das provocações de Haddad, focando em suas entregas na área de infraestrutura e criticando a atual condução econômica do país.
Por sua vez, Fernando Haddad adotou uma postura mais agressiva, evitando o uso de notas escritas e se posicionando no ataque para tentar reverter a vantagem nas pesquisas de opinião. Ele questionou os dados apresentados por Tarcísio, fazendo uma crítica ao que chamou de excessivo conhecimento decorado, referindo-se ao adversário como "concurseiro". Haddad encorajou o público a verificar as informações na internet, reforçando sua estratégia de se apresentar como um candidato mais próximo da população.
As equipes de Haddad também estavam atentas ao ritmo do debate, com preocupações em relação ao gerenciamento do tempo. O candidato teve a palavra final em blocos de 20 minutos de discussão, o que gerou tensão entre seus apoiadores. Durante o evento, ele contou com a presença de aliados, como seu vice, Márcio França, e as candidatas ao Senado, Marina Silva e Simone Tebet, que atuaram ativamente nos bastidores.
Um dos momentos mais acalorados do debate ocorreu quando o tema da segurança pública foi abordado. Tarcísio recordou a presença de Haddad na Favela do Moinho, insinuando conexões com o crime organizado, enquanto Haddad rebatia, apontando incoerências na gestão de segurança do governo atual. Esta discussão não apenas evidenciou a polarização local, mas também refletiu a divisão política nacional entre as figuras de Lula e Bolsonaro, com analistas destacando que o debate pode ter servido como um teste para futuras disputas políticas no Brasil.





