O rapper L7nnon obteve uma vitória judicial significativa ao manter seu nome artístico após uma disputa legal com Yoko Ono, viúva do ex-Beatle John LENNON. A artista japonesa havia solicitado a alteração do nome do rapper, alegando que poderia haver confusão entre as marcas, dado o reconhecimento do sobrenome "LENNON" no mundo da música.
A decisão foi proferida pela 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que argumentou que a coexistência pacífica dos nomes é viável, uma vez que não há confusão real no mercado musical. O tribunal enfatizou que a estilização gráfica de L7nnon confere a ele uma identidade própria, voltada ao público jovem e urbano, e que essa diferenciação é suficiente para evitar qualquer associação ao legado de John LENNON.
Em sua análise, a Justiça destacou que a distância temporal e cultural entre os trabalhos dos dois artistas diminui as chances de identificação entre eles. O acórdão também ressaltou que a proteção ao nome de L7nnon não prejudica a história ou o patrimônio associado a John LENNON. Yoko Ono ainda possui a opção de recorrer dessa decisão.
A disputa judicial entre Yoko Ono e o rapper começou em 2025, após a viúva de John LENNON contestar o registro do nome "L7NNON" solicitado por LENNON Frassetti, nome verdadeiro de L7nnon, ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O pedido de registro foi feito em março de 2021 e, no ano seguinte, o INPI negou a solicitação, alegando que o nome poderia imitar o já registrado por Yoko Ono para serviços de entretenimento musical.
O INPI argumentou que permitir o registro do nome do rapper poderia causar confusão para o público e caracterizar apropriação indevida, o que é vedado pela Lei da Propriedade Industrial. Em resposta, L7nnon recorreu à Justiça, sustentando que seu nome artístico possui uma identidade distinta e atua em um segmento musical diferente, sem risco de confusão.
Em agosto de 2025, a juíza federal Márcia Maria Nunes de Barros, da 13ª Vara Federal do Rio de Janeiro, acatou parcialmente o pedido do rapper, suspendendo temporariamente a decisão do INPI até que o mérito do caso fosse analisado. Contudo, Yoko Ono recorreu da liminar, alegando que a marca "L7NNON" representava concorrência desleal e um "aproveitamento parasitário" do legado de John LENNON.





