Deputada Gorete Pereira é alvo da PF em investigação de propinas no INSS

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) é uma das principais suspeitas, com seu nome associado a um repasse de R$ 780 mil em propinas.

Embora a Polícia Federal tenha solicitado a prisão preventiva da parlamentar, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, optou por medidas cautelares. Gorete Pereira deverá usar tornozeleira eletrônica, está proibida de manter contato com outros investigados e não pode frequentar as sedes do INSS, da Dataprev ou associações envolvidas no esquema.

A investigação revela que a deputada utilizava sua influência política para estabelecer acordos fraudulentos entre associações e o INSS. Mensagens interceptadas indicam que ela exigia 70% dos ganhos de uma das entidades e pedia que os pagamentos de propina fossem feitos diretamente, evitando intermediários.

A rede criminosa, liderada pelo empresário Natjo de Lima Pinheiro e pela advogada Cecília Rodrigues Mota, também atingiu a cúpula do INSS. Além disso, a PF aponta que a deputada e seus familiares usavam empresas de fachada para lavar dinheiro, incluindo a aquisição de um apartamento de luxo e um veículo avaliado em mais de R$ 400 mil com recursos subtraídos de aposentados.