O início do curso de medicina representa uma significativa transformação na rotina dos estudantes, tema abordado no episódio 24 do podcast Quero Estudar Medicina. Os alunos do 3º semestre da Universidade Anhembi Morumbi, Eric Ruiz, de 23 anos, e Micael Pereira da Silva, de 20 anos, falam sobre as dificuldades enfrentadas durante essa fase de adaptação, as disciplinas que mais os desafiam e como a metodologia de ensino impacta a vida acadêmica.
Para muitos calouros, a transição para a faculdade é marcada por uma mudança intensa no ritmo de estudos. Eric, que possui formação em biomedicina, destaca que, apesar de já ter uma base na área, a profundidade e a complexidade exigidas na medicina foram um verdadeiro choque. Ele observa que o modelo de ensino requer uma reinvenção do aluno, que deve se tornar um “estudante do zero” ao se aprofundar em livros e artigos científicos.
Micael Pereira relata que muitos ingressantes sentem-se “atrasados”, especialmente aqueles que vêm de programas governamentais com calendários diferentes. Ele menciona que o início do curso exige um “estado de flow” imediato, o que gera uma pressão psicológica significativa logo nos primeiros meses.
Entre as disciplinas que se destacam como os maiores desafios, os estudantes mencionam bioquímica e imunologia. Micael também destaca a experiência de atender pacientes simulados já no primeiro ano como um grande desafio. Esses obstáculos acadêmicos exigem estratégias eficazes para que os alunos consigam se manter motivados e saudáveis emocionalmente.
A saúde mental é um aspecto crucial, e muitos estudantes buscam no Google orientações sobre como não desistir do curso. Para lidar com o estresse e o esgotamento, Eric recomenda a importância de compartilhar as dificuldades com colegas e veteranos. Ele sugere que fragmentar as tarefas e evitar a tentativa de resolver todo o curso de uma vez ajuda a preservar a sanidade durante essa fase.
Outro ponto importante mencionado foi a participação em ligas acadêmicas e estágios práticos desde o início do curso. Os estudantes afirmam que o contato com pacientes, mesmo que através de simulações ou observações em Unidades Básicas de Saúde (UBS), é fundamental para revitalizar a motivação e o propósito durante os estudos teóricos.





