Detento sofre 160 golpes de estilete e morre no presídio de Santa Catarina

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Investigação revela detalhes do brutal assassinato no Presídio Regional de Araranguá e indiciamento dos envolvidos

Detento sofre 160 golpes de estilete e morre no Presídio Regional de Araranguá, SC; três suspeitos foram indiciados.

O caso em que um detento sofre 160 golpes de estilete e morre no Presídio Regional de Araranguá, Santa Catarina, no dia 20 de fevereiro, foi elucidado pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) com a conclusão do inquérito na terça-feira, 10 de março. Ramon de Oliveira Machado, de 31 anos, foi vítima de um ataque brutal dentro da unidade prisional, que envolveu três outros detentos, apontados como autores do homicídio duplamente qualificado.

Detalhes do crime e investigação no presídio de Araranguá

Segundo o inquérito policial, Ramon estava jogando baralho próximo à entrada do alojamento, local onde estavam presentes 28 detentos, quando foi surpreendido pelos agressores. Após uma breve reunião prévia nos fundos do alojamento, os três suspeitos, identificados pelos apelidos Ceifador, Fantasma (Jean) e Romário, partiram para o ataque.

Ceifador iniciou o ataque desferindo golpes no rosto e na nuca da vítima. Tentando se defender, Ramon correu em direção às camas do alojamento, mas foi perseguido e atingido repetidamente com estiletes improvisados, totalizando 160 perfurações. O delegado Jorge Ghiraldo confirmou que as armas usadas foram estiletes fabricados dentro da penitenciária.

Ação dos suspeitos após o crime e tentativa de destruir provas

Após o assassinato, Romário arrastou o corpo até o banheiro do alojamento e o lavou com água sanitária para tentar eliminar possíveis impressões digitais e vestígios do crime. Ele também descartou as roupas e as armas usadas no vaso sanitário, dificultando a recuperação das provas pela polícia.

Romário chegou a admitir a autoria logo após o crime, mas manteve silêncio formal durante seu depoimento. A investigação, porém, concluiu que ele não agiu sozinho, levando ao indiciamento dos três detentos por homicídio duplamente qualificado e fraude processual.

Consequências legais e encaminhamento do processo

Com a finalização do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e agora aguarda análise pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que decidirá sobre o oferecimento de denúncia contra os suspeitos. O crime chamou atenção pelo grau de violência e pela tentativa de encobrir as evidências no ambiente fechado do presídio.

Contexto da violência e segurança nas penitenciárias de Santa Catarina

Este episódio evidencia os desafios enfrentados no sistema prisional do estado, onde rivalidades e disputas internas frequentemente resultam em episódios graves de violência. A utilização de objetos improvisados como estiletes mostra a vulnerabilidade na segurança das unidades. Autoridades locais têm buscado aprimorar a fiscalização e o controle para evitar novos casos similares.

Impactos do caso para políticas públicas e controle penal

Os desdobramentos do assassinato no Presídio Regional de Araranguá trazem à tona a necessidade de revisões nas políticas de segurança pública e gestão penitenciária. O controle de materiais que possam ser usados como armas e a prevenção a conflitos internos são aspectos fundamentais para garantir a integridade dos detentos e a ordem nas unidades prisionais. O caso serve como alerta para aprimoramentos urgentes na administração do sistema carcerário no estado.