O Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná estabeleceu uma divisão interna em relação à distribuição do fundo eleitoral destinado aos candidatos a deputado estadual. Essa divisão categoriza os candidatos em grupos distintos, que incluem deputados estaduais, vereadores, lideranças e aqueles que foram excluídos do recebimento de recursos. Esta estrutura tem gerado críticas e preocupações sobre a capacidade de alguns candidatos de realizar campanhas competitivas nas eleições marcadas para o dia quatro de outubro de 2026.
Os deputados estaduais Dr. Antenor e Professor Lemos estão entre os que receberão R$ 250 mil do fundo. No entanto, esse valor é considerado insuficiente para viabilizar uma campanha robusta, levando-os a buscar alternativas financeiras para aumentarem suas chances de reeleição. A expectativa do PT é de conquistar ao menos sete cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná, mas a realidade da distribuição pode não apoiar essa meta.
A alocação dos recursos tem favorecido determinados grupos dentro do partido. As cotas são mais vantajosas para mulheres, negros e integrantes da comunidade LGBT, que receberão R$ 150,8 mil. Esse montante será dividido entre candidatos como Bia Alcantara, Giorgia Prates, e Professora Nelsi Castelli, entre outros.
Por outro lado, os candidatos brancos, mesmo sendo vereadores, estão recebendo valores inferiores, com uma média de R$ 116,8 mil. Este grupo inclui nomes como Anderson Prego e Guilherme Mazer. Além disso, um quarto grupo, considerado emergente, tem recebido apenas R$ 37,7 mil, refletindo uma posição de menor destaque na chapa eleitoral.
Candidatos como Bianco, Dr. Odarlone e Marlon Alessandro estão alocados em um grupo que receberá R$ 29 mil. Valter do PT é o único do seu grupo a receber R$ 19 mil. Por último, um grupo de candidatos menos favorecidos terá acesso a R$ 10 mil, incluindo Daiane Morais e Doutora Marilene.
O grupo dos excluídos, que se manifestou insatisfeito com a falta de recursos, inclui Cae Traven e Fernando Sangue. A divisão do fundo eleitoral e as críticas que surgem dessa estrutura interna do PT levantam questões sobre a equidade e a viabilidade das campanhas dos candidatos nas próximas eleições.





