Após expressar descontentamento com a aliança do Podemos com o PL na disputa pelo governo do Paraná, o deputado estadual Do Carmo (Pode) planeja uma viagem a Brasília. O objetivo é conversar com o vice-presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, para tentar bloquear a parceria com Sergio Moro e transferir o apoio ao candidato do PSD do Paraná, Sandro Alex.
Do Carmo enfrenta um desafio considerável, pois busca reverter a decisão da executiva estadual, que é liderada pela advogada Lu Bonatto e conta com o apoio do governador Carlos Massa Ratinho Junior, um antigo aliado de Pastor Everaldo no PSC. A situação torna-se ainda mais complicada pela articulação de Felipe Francischini, que está montando uma chapa para garantir a eleição de pelo menos dois deputados federais pelo Podemos, podendo chegar a quatro, caso o partido melhore seu desempenho nas eleições.
Atualmente, o Podemos, sob a liderança de Renata Abreu, conta apenas com Luiz Carlos Hauly, que não deve concorrer à reeleição. Ele está articulando sua candidatura ao Senado Federal, mas enfrenta resistência de outros membros da chapa de federais, que não desejam dividir os recursos partidários com a campanha majoritária. Essa dinâmica se assemelha ao que ocorreu em 2022, quando os deputados federais do Podemos bloquearam a candidatura presidencial de Sergio Moro para aumentar os recursos eleitorais disponíveis na disputa daquele ano.
As movimentações políticas no Paraná refletem um cenário de tensão interna entre os partidos e suas alianças. A escolha de apoiar Sandro Alex em detrimento de Sergio Moro poderá ter impactos significativos nas próximas eleições, principalmente considerando o histórico de disputas e os interesses em jogo.
Diante dessas articulações, o futuro do Podemos e sua estratégia eleitoral para as eleições de 2026 permanecem incertos, enquanto Do Carmo tenta garantir uma posição mais favorável para seu partido, em meio a um ambiente político cada vez mais competitivo e polarizado.





