Na década de 1960, Curitiba se destacava por atividades como assistir a filmes na Cinelândia e se deliciar com pizzas na lanchonete Acrópole. A cidade ficou encantada com a exposição de uma pintura de Van Gogh na Biblioteca Pública, um evento que gerou grande agitação entre os curitibanos.
Em maio de 1972, a Rua XV de Novembro passou a ser exclusiva para pedestres, graças aos projetos de Abrão Assad, levando a cidade a redescobrir seu valor. A mudança trouxe uma nova autoestima, embora a reação inicial dos pedestres fosse de desconfiança.
Rafael Dely, presidente do Ippuc na época, destacou que a ideia de implantar quiosques e bancas no Calçadão foi uma forma de fazer com que os pedestres se sentissem donos do espaço. O quiosque em acrílico roxo, instalado entre a Marechal Floriano e a Dr. Muricy, tornou-se um ponto de encontro e de expressão para os jovens da cidade.
Cinquenta anos depois, no dia 23 de março, Curitiba prestará uma homenagem a Jaime Lerner com uma escultura de Elvo Benito Damo na Sala de Visitas, que simboliza a Revolução Urbana que transformou a cidade.





