O pugilista Esquiva Falcão, conhecido por sua trajetória vitoriosa no boxe, revelou recentemente que vendeu sua medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. A decisão, conforme o atleta, foi extremamente difícil, mas necessária para proporcionar um futuro melhor para seus três filhos e realizar o sonho de ter uma academia própria.
Em um desabafo nas redes sociais, Esquiva, que atualmente tem 36 anos, expressou sua tristeza ao se despedir da medalha, que representa não apenas uma conquista esportiva, mas também a luta de sua vida. Ele ressaltou que a venda não foi motivada por problemas financeiros, mas sim pela vontade de abrir um centro de treinamento, uma vez que o local atual é alugado. "Essa medalha carrega parte da minha alma, minha família. Não é apenas uma medalha", afirmou.
O pugilista enfatizou a realidade dura enfrentada por muitos atletas olímpicos no Brasil, que frequentemente não recebem o devido reconhecimento e apoio, mesmo após alcançarem o pódio. Ele declarou que a venda da medalha não apaga sua história e que o verdadeiro valor dela reside em tudo que simboliza.
Esquiva Falcão possui um histórico impressionante no boxe olímpico, com 32 vitórias e apenas duas derrotas. Em 2023, ele disputou o cinturão mundial da IBF, mas foi superado pelo alemão Vincenzo Gualtieri. A venda da medalha, cujo valor e comprador não foram divulgados, será utilizada para a construção de sua nova academia, reforçando seu compromisso com o futuro de sua família.
A decisão de Esquiva Falcão, além de marcar um momento significativo em sua carreira, também traz à tona a discussão sobre a valorização dos atletas no Brasil. O pugilista, que é Irmão de Yamaguchi Falcão, bronze em Londres, se destaca como um dos nomes mais relevantes de sua geração no boxe.





