EUA realizam nova ofensiva militar contra o Irã e afirmam que controle do Estreito de Ormuz não

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as forças americanas finalizaram, na noite de domingo (12), uma nova onda de ataques direcionados ao Irã. Esta ofensiva teve como foco atingir diversos alvos estratégicos, com o intuito de enfraquecer a capacidade do país de realizar ataques a embarcações no Estreito de Ormuz.

De acordo com o Centcom, o Estreito de Ormuz é um "corredor marítimo vital" para o comércio global, e os Estados Unidos afirmam que o Irã não possui controle sobre essa região. A nota divulgada pelo comando militar americano detalhou que as forças atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, instalações de radar costeiro, bem como capacidades de mísseis e drones, utilizando uma variedade de equipamentos, incluindo caças, navios da Marinha, drones aéreos de ataque unidirecional e, pela primeira vez, drones marítimos de ataque unidirecional.

O comunicado enfatiza que as forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para assegurar a liberdade de navegação e o transporte marítimo comercial, apesar das agressões, assédios e ameaças que, segundo eles, têm origem nas ações do Irã.

Em resposta à crescente tensão entre os dois países, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), expressou sua preocupação e pediu a suspensão das ofensivas. Ele destacou a necessidade de um cessar-fogo nas hostilidades que têm marcado a relação entre Estados Unidos e Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, reagiu aos ataques, afirmando que as ações iranianas contra bases militares americanas são um exercício legítimo de autodefesa, conforme previsto no direito internacional. Baghaei argumentou que o Irã não é o agressor e que os bombardeios realizados são uma continuidade de uma agressão que, segundo ele, teve início em 28 de fevereiro, com ações dos Estados Unidos e de Israel.

Essa escalada de confrontos militares entre os dois países levanta preocupações sobre a segurança na região e as implicações para o comércio global, especialmente em um ponto estratégico como o Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de petróleo e outros produtos.