O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que também foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE). Ele havia fugido do Brasil, mesmo estando condenado a 16 anos e 1 mês de reclusão por sua participação em uma trama golpista e proibido de deixar o país.
O Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou que o pedido de extradição de Ramagem foi entregue ao governo dos EUA no final de dezembro de 2025. Ramagem teve seu mandato cassado em 18 de dezembro de 2025, no mesmo dia em que a Câmara também cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliado de Jair Bolsonaro, Ramagem foi designado para chefiar a segurança pessoal do ex-presidente após o atentado em 2018. Em 2019, ele foi nomeado superintendente da Polícia Federal no Ceará e, posteriormente, assumiu a direção da Abin. Em 2022, foi eleito deputado federal com 59.170 votos.
Ramagem foi alvo de uma operação da Polícia Federal em outubro de 2023, que investigou o uso ilegal da Abin para monitorar autoridades e cidadãos. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, recebendo uma pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, além da perda do mandato.





