O documentário brasileiro O Chamado do Oceano foi escolhido para participar do International Surf Film Festival Anglet, na França, marcando sua estreia em competições internacionais. A obra, que já havia sido exibida durante a COP30 em novembro de 2025, destaca a interseção entre surfe e consciência ambiental, apresentando relatos de vida conectados ao mar.
No festival, o filme disputará prêmios nas categorias de melhor filme, melhor fotografia, melhor trilha sonora, melhor edição e melhor surfe. Além disso, o evento contará com uma votação popular, na qual o público poderá escolher o filme que mais lhe agradou.
Reconhecido como um dos festivais de surfe mais importantes do mundo, Anglet reúne produções de qualidade, servindo como um selo de prestígio para as obras apresentadas. O Chamado do Oceano, dirigido por Rodrigo Morenoe Luiz Paulo Lopes, começou como um projeto acadêmico e rapidamente se transformou em um longa-metragem independente com aspirações globais.
A produção envolveu uma equipe de jovens cineastas e profissionais experientes do setor audiovisual, levando aproximadamente um ano e meio para ser concluída. O filme continua a se expandir, com inscrições em festivais ao redor do mundo.
A narrativa do documentário é construída a partir das experiências de personagens como Rodrigo Matsuda, shaper de pranchas de madeira; Renata Porcaro, oceanógrafa e professora de surfe; e Carlos Burle, que foi o primeiro brasileiro a ser campeão e bicampeão mundial de ondas gigantes. A obra discute a conexão entre o ser humano e o oceano, enfatizando a necessidade de preservação de um ambiente essencial para a vida no planeta.
O Chamado do Oceano busca abordar questões urgentes sobre o mar, sem se restringir a um discurso puramente técnico. Em vez de focar apenas em especialistas acadêmicos, o filme apresenta personagens que vivenciam o oceano em seu dia a dia, ilustrando tanto a força transformadora do mar quanto os impactos negativos resultantes das ações humanas.





