A atriz Gabriela Duarte abordou a complexidade de romper a parceria profissional com sua mãe, Regina Duarte, em busca de sua própria identidade no mundo artístico. Em entrevista, Gabriela revelou que a decisão não foi fácil, já que a relação entre mãe e filha sempre foi marcada por uma forte cumplicidade, o que dificultou ainda mais a conversa sobre a separação profissional.
Gabriela destacou que, embora a conversa tenha sido complicada, ela sentia a necessidade de buscar sua independência. "Tentei ao máximo não ter essa conversa clara e aberta, porque sentia que, para ela, estava tudo tão bem, tão certo, tão confortável. Ter a filha ali… éramos uma dupla incrível", afirmou. No entanto, ao trazer o assunto à tona, percebeu que Regina não aceitou bem a decisão.
"Não tiro a razão dela, mas quem dorme comigo, toma banho comigo, e convive 24h comigo? Eu. Então quem tem que estar feliz?" disse Gabriela. A atriz também mencionou que, durante o processo, recebeu conselhos de pessoas que tentaram desestimulá-la, alertando-a sobre o risco de sua carreira, mas ela se manteve firme em sua decisão. "Eu ouvia as pessoas dizendo: 'Cuidado, sua carreira vai acabar!' e 'Você não tem medo?'. Muito pelo contrário, eu falava: 'Não tenho medo, agora vou descascar essa cebola até chegar lá embaixo. Quero ver o que que tem'."
Além disso, Gabriela Duarte expôs sua resistência ao estigma de ser uma "nepobaby", termo que se refere a filhos de pessoas famosas que têm facilidade em entrar no mercado. "Já brigava com a coisa muito antes desse termo existir", comentou. Ela expressou seu respeito e amor por Regina, mas enfatizou a importância de ser reconhecida como uma profissional independente. "Minha mãe me deu a vida, mas sempre soube que eu tenho o direito humano de falar: 'Não quero e não sou a mesma pessoa que ela, me recuso a ser'."





