Ghalibaf afirma que tensão entre Irã e EUA no Estreito de Ormuz está apenas começando

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez uma declaração nesta terça-feira (5) indicando que a tensão entre Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz "ainda nem começou". Ghalibaf, que é um dos principais negociadores iranianos, utilizou a plataforma X para afirmar que "a nova equação do Estreito de Ormuz está se consolidando". Ele ressaltou que a atual situação é insustentável para os EUA, enquanto o Irã ainda não iniciou suas ações na região.

Além disso, Ghalibaf acusou Washington e seus aliados de comprometerem a segurança da navegação e do transporte de energia, citando uma "violação do cessar-fogo" e a "imposição de um bloqueio". Ele mencionou que a situação, embora complicada, pode ser mitigada. A declaração ocorre em um momento em que as relações entre os dois países estão tensas, especialmente após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um cessar-fogo em 7 de abril, que deveria durar duas semanas.

Após o término do prazo estipulado, Trump anunciou a prorrogação da trégua até que o Irã apresentasse uma proposta para o fim das hostilidades, mas as negociações têm sido marcadas por acusações de violações mútuas. Em 13 de abril, Trump também ordenou que o Exército dos EUA bloqueasse portos iranianos, como uma medida de pressão econômica sobre Teerã, visando um acordo mais favorável para os EUA. De acordo com informações do Pentágono, esse bloqueio já resultou em um prejuízo de aproximadamente US$ 4,8 bilhões para o Irã.

Apesar das tentativas de negociação, não houve progresso significativo até o momento. No último sábado (2), Trump declarou que estava disposto a considerar uma nova proposta do Irã, mas expressou ceticismo sobre a possibilidade de um acordo. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, sendo responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

Essa área se tornou um ponto crítico nas negociações, com os EUA exigindo a reabertura total da via, enquanto o Irã busca aumentar seu controle sobre a navegação e considera a possibilidade de impor taxas ou restrições a embarcações que transitem pela região.