O ex-prefeito de Araucária, Hissam Hussein Dehaini, agora é réu em um processo judicial no Paraná, onde enfrenta acusações de crimes graves contra uma adolescente, que atualmente é sua esposa. As acusações, apresentadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), incluem exploração sexual da jovem em pelo menos sete ocasiões, além de violência psicológica e uso indevido de recursos públicos.
Junto a Hissam, a mãe e a tia da adolescente também foram denunciadas, embora seus nomes não possam ser divulgados para proteger a identidade da vítima. O caso está sendo analisado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
As alegações contra o ex-prefeito baseiam-se em provas coletadas de celulares dos envolvidos, que foram apreendidos durante uma operação de busca e apreensão autorizada pela Justiça. A análise dessas evidências revelou conversas entre Hissam e a tia da jovem, nas quais se mencionavam possíveis benefícios oferecidos à adolescente, como um imóvel para moradia, cargos na Prefeitura de Araucária, além de roupas, viagens e estadias em locais turísticos.
Parte das mensagens trocadas foi apagada antes da apreensão, mas a Polícia Científica do Paraná conseguiu recuperar essas informações e integrá-las ao conjunto de provas apresentadas. Além da acusação de exploração sexual, que está prevista no artigo 218-B do Código Penal, Hissam também enfrenta a denúncia de violência psicológica, conforme o artigo 147-B do mesmo Código.
O Ministério Público ainda aponta que Hissam pode ter feito uso indevido de bens e serviços da Prefeitura de Araucária em benefício pessoal, o que é considerado um crime previsto na legislação que regula a conduta de prefeitos. A denúncia também menciona o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressaltando a gravidade das ações atribuídas ao ex-prefeito.
O caso gerou grande repercussão na cidade e levanta questões sobre a responsabilidade de autoridades em proteger os direitos das crianças e adolescentes, além de evidenciar a importância da atuação do Ministério Público na apuração de casos de exploração e abuso.





