Na madrugada deste sábado (11), a Ucrânia sofreu intensos ataques aéreos, com a capital Kiev e outras localidades sendo alvos de bombardeios russos. As autoridades locais confirmaram dois mortos e ao menos 19 feridos em todo o país, em um momento crítico em que a Ucrânia enfrenta uma séria escassez de munições para suas defesas aéreas.
Em Kiev, cinco explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia, resultando em ferimentos em 11 pessoas e danos a infraestruturas civis. Os ataques ocorreram em algumas situações antes mesmo de os alertas de ataque aéreo serem emitidos, segundo informações disponíveis.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou que, apesar de os sistemas de defesa terem interceptado a maior parte dos ataques, mísseis balísticos, que são mais rápidos e difíceis de serem neutralizados, conseguiram ultrapassar as defesas. Além da capital, outras regiões também foram atingidas. Em Odessa, um ataque a mísseis no porto deixou dois mortos e um ferido, enquanto em Kharkiv, um drone atingiu uma empresa civil, resultando em sete feridos.
As forças russas lançaram um total de seis mísseis balísticos, seis mísseis de cruzeiro e 121 drones contra o território ucraniano. O contexto é de vulnerabilidade, com a Ucrânia apresentando níveis "criticamente baixos" de munições para os sistemas Patriot. Durante a semana, Zelenskyy reiterou o pedido urgente de apoio militar aos aliados.
Politicamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que a Ucrânia poderá receber uma autorização para produzir seus próprios mísseis interceptores Patriot, o que poderá melhorar a situação defensiva do país.
A ofensiva russa é vista como uma retaliação a operações ucranianas recentes que atacaram infraestruturas petrolíferas na Rússia e o porto de Taganrog. No Mar de Azov, forças de drones ucranianas teriam atacado 21 embarcações de combustível e sete navios de carga, visando desestabilizar a logística militar russa.





