O lateral Léo Derik, que atua pelo Athletico Paranaense, foi condenado a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro. A decisão gerou surpresa na defesa do jogador, que afirmou que o Ministério Público do Paraná havia solicitado a absolvição do atleta após a instrução do processo, alegando insuficiência de provas e divergências nas versões apresentadas sobre os episódios investigados.
Apesar do posicionamento do Ministério Público, a Justiça decidiu de forma contrária, condenando Léo Derik pelos crimes, mas absolvendo-o da acusação de violência psicológica contra a mulher. A pena foi fixada em seis anos e seis meses para cada um dos crimes, resultando em um total de 13 anos de reclusão em regime inicial fechado.
A defesa do jogador destacou que a decisão é de primeira instância e que um recurso será apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Em nota, os advogados de Léo Derik manifestaram sua surpresa com a condenação, enfatizando que a antecipação de um juízo de culpabilidade pode afetar a presunção de inocência e causar danos irreversíveis, mesmo que o jogador seja absolvido posteriormente.
A defesa também expressou confiança no reexame do caso pelo TJPR, ressaltando a importância de uma análise rigorosa das provas contidas nos autos. O jogador poderá recorrer em liberdade, uma vez que a juíza responsável pelo caso não identificou os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva neste momento.
O Athletico Paranaense também se pronunciou sobre a condenação, informando que não comentará o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça. O clube destacou que a sentença é de primeira instância e está sujeita a recursos, reiterando a necessidade de aguardar os desdobramentos legais do caso.





