Líder do tráfico em Curitiba é preso em operação policial em Maceió

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Werik de Souza Leal, conhecido como "Rajada" e apontado como o chefe do tráfico no Parolin, em Curitiba, foi detido na última sexta-feira (24) em uma operação das forças de segurança. A prisão ocorreu em um condomínio de alto padrão na cidade de Maceió, em Alagoas, onde, conforme informações da polícia, ele residia em condições de luxo enquanto continuava a comandar atividades criminosas à distância.

A operação, que visa cumprir mandados judiciais em diversos estados, já resultou na detenção de 11 indivíduos, além de buscas e bloqueios de bens associados ao grupo. Durante a ação em Curitiba, um confronto com a polícia resultou na morte de um suspeito.

Rajada estava em liberdade condicional após cumprir pena em regime semiaberto no Paraná. A transferência para o regime aberto foi autorizada pela Justiça, pois alegou estar sob ameaça de morte, e como não havia vagas no sistema prisional do estado para onde solicitou a transferência, a progressão foi concedida sem a imposição de monitoramento eletrônico.

Apesar de estar fora do Paraná, a polícia afirma que Rajada continuou a comandar o tráfico no Parolin. A investigação revela que ele levava uma vida ostentatória em Maceió, residindo em imóveis avaliados em cerca de R$ 3 milhões, com os filhos matriculados em escolas particulares e despesas mensais com cartões de crédito que superavam R$ 40 mil. Além disso, o patrimônio incluía veículos de luxo.

O grupo liderado por Rajada consolidou seu domínio no tráfico da região após conflitos com facções rivais, utilizando imóveis como pontos de apoio para a distribuição de drogas, armas e dinheiro. As investigações também indicam que o grupo é suspeito de envolvimento em atividades de lavagem de dinheiro, empregando contas de terceiros e empresas de fachada para mascarar suas transações financeiras.

A Polícia Civil investiga a possível ligação do grupo com homicídios ocorridos em Curitiba e na Região Metropolitana. Um caso em particular é a execução de um homem e seu filho, assassinados a tiros em 7 de março de 2026, em Almirante Tamandaré, com a suspeita de que o crime tenha sido ordenado por Rajada.