Durante uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o líder brasileiro reafirmou o compromisso do Brasil em colaborar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. De acordo com informações do Palácio do Planalto, Lula destacou que as organizações criminosas geram um clima de terror nas comunidades vulneráveis, mas ressaltou que não devem ser confundidas com grupos terroristas.
Lula afirmou que o Brasil possui mecanismos efetivos para lidar com essas organizações sem a necessidade de uma classificação especial. Ele mencionou a estratégia do governo de asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões. Além disso, o presidente brasileiro anunciou planos para transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima, aumentando assim a capacidade de resposta do sistema penal.
Na conversa, Lula também abordou a recente aprovação da Lei Antifacção, que visa facilitar a apreensão de bens e passaportes de indivíduos envolvidos com atividades criminosas. Ele também fez referência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que tem como objetivo expandir o papel do governo federal na segurança pública, promovendo uma colaboração mais estreita com os estados.
Outro ponto destacado por Lula foi a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, localizado em Manaus. Este centro reúne oficiais de diversas nações amazônicas, visando fortalecer a cooperação entre os países da região no combate a crimes transnacionais.
Em resposta, Donald Trump manifestou a disposição dos Estados Unidos em intensificar a cooperação bilateral, indicando que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar continuidade aos diálogos estabelecidos sobre segurança pública e combate ao crime organizado.

