Na última quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump na Casa Branca, onde teve um encontro que durou mais de três horas, incluindo um almoço oferecido pelo presidente norte-americano. Durante a reunião, Lula afirmou que deixou claro a Trump que "não quer guerra" com ele.
"Era preciso colocar a verdade na mesa. Eu disse ao presidente Trump: 'Eu não quero guerra com você. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo. Eu sei de tudo isso. É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos'", ressaltou Lula.
O presidente brasileiro também mencionou que está trabalhando com os Estados Unidos para resolver questões relacionadas a tarifas, estabelecendo um prazo de 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e o equivalente norte-americano cheguem a um acordo. Lula destacou a necessidade de um diálogo contínuo, sugerindo que, após esse período, novas conversas poderiam ser realizadas por telefone.
Em um evento onde anunciou a renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados, Lula enfatizou sua disposição para debater diversos assuntos de interesse mútuo. "Foi com essa franqueza que eu fui dizer ao presidente Trump. Quer discutir big techs? Vamos discutir as big techs. Quer discutir as suas plataformas? Vamos discutir. Quer discutir crime organizado? Nossa Polícia Federal está preparada para combater o crime organizado aqui e lá fora. Não tem veto para discutir", afirmou o presidente.
Lula ainda abordou a questão da idade, mencionando que tanto ele quanto Trump têm 80 anos e, portanto, devem agir com seriedade em suas funções. "Ainda disse para o presidente Trump: 'somos dois homens de 80 anos de idade. E dois homens de 80 anos de idade não brincam em serviço, a natureza é implacável, teoricamente nós temos menos tempo pela frente. Por isso, nós temos que saber o que queremos fazer'", destacou.
Por fim, o presidente brasileiro reafirmou a postura do Brasil em relação ao comércio internacional, afirmando que o país está aberto a negócios com diversas nações, sempre garantindo sua soberania. "Nós não temos veto aos EUA, não temos veto à China, não temos veto à Rússia, não temos à França, não temos veto ao México, não temos veto à Alemanha. Quem quiser fazer negócio com o Brasil, que venha. Estaremos de braços abertos para comprar e para vender, estaremos de braços abertos para fazer transferência de tecnologia e receber tecnologia nova", concluiu Lula.





