Quase cinco décadas após a morte de Juscelino Kubitschek, um novo relatório apresentado por uma historiadora reabre a discussão sobre a versão oficial do acidente ocorrido na Via Dutra, em 1976, que resultou também na morte do motorista Geraldo Ribeiro.
Na época, o regime militar classificou o evento como um acidente de trânsito envolvendo o veículo do ex-presidente. Contudo, a nova análise sugere que a morte de Kubitschek pode ter sido um atentado, e não um mero acidente como afirmado.
O documento será examinado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que está vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos. A avaliação do relatório pode levar um tempo considerável, uma vez que ele contém uma série de documentos e uma reconstrução detalhada do episódio.
A autora do relatório apresenta inconsistências na versão tradicional do acidente, como a alegação de que não houve colisão com outro veículo antes da perda de controle do carro. Além disso, testemunhas afirmaram não ter percebido os impactos que, conforme a versão oficial, teriam causado a tragédia.
Este debate surge em um contexto de revisão de casos ligados ao período da ditadura militar no Brasil, especialmente no que diz respeito a mortes que foram oficialmente classificadas como acidentes. A discussão se intensifica entre pesquisadores e setores políticos, que apresentam interpretações distintas sobre os eventos da década de 1970.
Historicamente, o caso de Juscelino Kubitschek já havia sido objeto de investigações e diversas teorias ao longo dos anos, mas nunca houve uma conclusão definitiva que alterasse a narrativa oficial do acidente. Com essa nova análise, o tema volta a ser debatido tanto publicamente quanto nas instituições competentes.





