O Brasil se prepara para a primeira onda de frio do ano, que terá seu pico entre os dias 10 e 12 de maio. A mudança climática começou a ser sentida na região Sul na última quinta-feira (7), com efeitos também em estados como Paraná e Santa Catarina. No Sudeste, a previsão é de que o Dia das Mães seja marcado por um clima severamente frio, atingindo diretamente São Paulo e Minas Gerais.
A frente fria, impulsionada por uma intensa massa de ar polar continental, avança pelo Sul e deve se estender por aproximadamente seis dias. A expectativa é que as temperaturas diminuam em 10 estados e no Distrito Federal, com alertas críticos que afetam tanto o setor produtivo quanto a saúde pública.
O fenômeno é intensificado por um ciclone extratropical no oceano, que aumenta a força dos ventos e a sensação de frio. O momento mais crítico deste evento climático está previsto para ocorrer entre o final de semana e a próxima terça-feira, com temperaturas que podem ficar abaixo de zero nas áreas de maior altitude.
O cronograma do frio segue um percurso rigoroso, começando no Rio Grande do Sul, onde o frio se consolida no sábado (9) e se estende para Santa Catarina e Paraná. No domingo (10), o ar gelado avança para Mato Grosso do Sul e, em seguida, alcança o Sudeste, afetando São Paulo e o sul de Minas Gerais. Até mesmo a região Norte sentirá os efeitos, com temperaturas entre 10°C e 15°C em Rondônia, Acre e No Sul do Amazonas, o que é considerado atípico para essas localidades.
Para aqueles que planejam atividades no fim de semana, a atenção deve ser redobrada devido à instabilidade. No Sul, a transição da frente fria pode acarretar temporais, com risco de granizo e ventos fortes. No Sudeste, a previsão é de chuvas isoladas entre sábado e domingo, preparando o caminho para a entrada do ar seco e polar.
Um alerta importante se refere à probabilidade de geadas de moderada a forte intensidade nos estados do Sul e No Sul de Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que as temperaturas mínimas cheguem a 4°C em Curitiba na segunda-feira (11), o que pode causar danos severos às culturas de inverno e ao milho safrinha.





