Palmeiras é responsabilizado por invasão de torcedor fantasiado durante clássico contra Santos

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou a denúncia contra o Palmeiras em decorrência da invasão ao campo por um torcedor fantasiado de "Hulk". O incidente ocorreu no último sábado, durante o clássico contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, realizado em São Paulo.

A denúncia se baseia no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que estabelece a responsabilidade do clube mandante em garantir a segurança durante a partida. Dependendo da análise do tribunal, as penalidades podem variar desde uma multa até a perda do mando de campo, considerando a gravidade do ocorrido.

O clube alviverde pode ser multado em até R$ 100 mil. A procuradoria do STJD argumentou que a invasão teve um impacto significativo na dinâmica do jogo, ao exigir atendimento médico e a entrada de ambulância, além da paralisação da partida.

O árbitro Raphael Claus registrou em súmula que, aos 9 minutos do segundo tempo, o torcedor entrou em campo, se acidentou e necessitou de atendimento médico, que foi iniciado às 10 minutos na lateral externa do gramado. Claus detalhou que, aos 12 minutos, a partida foi paralisada para que a ambulância pudesse retirar o torcedor, o que impactou a continuidade do jogo entre Palmeiras e Santos.

Após o incidente, o Palmeiras tomou a iniciativa de registrar um boletim de ocorrência sobre o ocorrido e bloqueou o acesso do torcedor ao sistema de compra de ingressos para jogos em casa, impedindo-o de adquirir entradas para futuras partidas na arena. Essa ação está sendo realizada em conjunto com a denúncia que será analisada pelo STJD, levando em consideração as imagens e os relatos da súmula.

O Santos também foi denunciado pelo STJD em razão do mesmo clássico, enfrentando acusações de atraso na chegada ao estádio, o que resultou no atraso do protocolo e do início da partida. O clube santista foi enquadrado no artigo 191 do CBJD, que trata do descumprimento de obrigações regulamentares, e pode enfrentar uma multa de até R$ 100 mil.