Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (7) Em São José dos Campos e Caraguatatuba, com o intuito de combater um esquema de fraudes fiscais que movimentava valores significativos. As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada, escritórios de advocacia e consultorias tributárias para oferecer soluções ilegais a uma variedade de clientes, incluindo empresas e prefeituras.
O esquema também contava com a participação de servidores públicos, o que ampliava ainda mais o alcance das fraudes. As ações estão inseridas nas operações denominadas “Títulos Podres” e “Consulesa” (fase 2), realizadas em conjunto com a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal, visando desarticular uma organização criminosa que utilizava créditos fiscais fraudulentos para reduzir ou quitar tributos federais de maneira indevida.
Na execução das operações Em São José dos Campos e Caraguatatuba, foram cumpridos mandados de busca e apreensão relacionados à operação “Títulos Podres”. Essa fase da investigação abrangeu 40 mandados e resultou em seis prisões temporárias em diversos estados do país. A Polícia Federal informou que o grupo atuava de maneira estruturada, com uma clara divisão de tarefas e estratégias para captar clientes, além de mecanismos para ocultar valores, prática que se configura como lavagem de dinheiro.
A operação “Consulesa” também foi ativada, cumprindo 29 mandados de busca e resultando em quatro prisões preventivas em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O prejuízo estimado aos cofres públicos em decorrência dessas fraudes é de cerca de R$ 670 milhões. Essa soma reflete a magnitude do esquema e seu impacto nas finanças públicas.
A mobilização para a operação envolveu mais de 200 policiais federais, além de 43 auditores e analistas da Receita Federal. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores relacionados ao esquema para garantir o ressarcimento dos danos, sendo que apenas na operação “Títulos Podres” os valores podem chegar a R$ 100 milhões.
As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas, conforme as autoridades continuam a apurar a extensão das fraudes e o envolvimento de outros possíveis participantes do esquema.





