Na manhã desta sexta-feira (8), a Delegacia do Consumidor deflagrou uma operação que visava desmantelar um esquema de falsificação de documentos médicos, especialmente voltados à medicina do trabalho. A ação incluiu cinco mandados de busca e apreensão em uma clínica e em endereços relacionados aos proprietários dos estabelecimentos investigados, além das residências dos envolvidos. O proprietário da clínica e sua esposa foram levados para a delegacia.
A operação contou com a participação da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Medicina, que se uniram à Decon para investigar a emissão irregular de receitas médicas, laudos e atestados de saúde ocupacional. As investigações revelaram que, em algumas situações, funcionários não compareciam às clínicas, mas os documentos continuavam a ser emitidos.
Durante a fiscalização, os agentes descobriram que um posto de coleta vinculado à clínica, que estava interditado desde dezembro do ano passado, continuava a operar de maneira irregular. No local, eram realizados exames de sangue e urina, com a constatação de que materiais biológicos estavam armazenados em condições inadequadas. Os equipamentos mostravam uma temperatura de 13,5 graus, muito acima do recomendado, que é entre dois e oito graus, colocando em risco a integridade das amostras e a segurança dos exames realizados.
A Polícia Civil investiga ainda a possível participação de empresas que teriam sido beneficiadas por esse esquema, utilizando os documentos falsificados para regularizar situações trabalhistas de forma fraudulenta. Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados e os envolvidos poderão enfrentar acusações por diversos crimes, incluindo falsificação de documento público, uso de documento falso, associação criminosa e fraude.





