Polícia Federal investiga irregularidades na Previdência de Santo Antônio de Posse

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Na manhã desta quinta-feira, dia 23, a Polícia Federal deflagrou a "Operação Moral Hazard" com a finalidade de investigar a possível gestão temerária de recursos do regime próprio de Previdência Social (RPPS) no Instituto de Previdência de Santo Antônio de Posse, em São Paulo. A operação se concentra na administração imprudente de aproximadamente R$ 13 milhões, que foram aplicados em Letras Financeiras, colocando em risco os recursos destinados à aposentadoria de servidores públicos.

Durante a operação, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e em Mogi Mirim. Além disso, medidas cautelares foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas, incluindo o afastamento de funções públicas e a indisponibilidade de bens de alguns investigados.

A investigação teve início a partir de informações fornecidas pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social (SPREV), que indicaram possíveis irregularidades na aplicação dos recursos. Os episódios levantados sugerem uma gestão inadequada dos valores, o que pode configurar crime de gestão temerária, conforme o artigo 4º, parágrafo único, da Lei nº 7.492, de 1986.

Os envolvidos na situação poderão enfrentar penas que variam até oito anos de reclusão, além de multas, caso sejam condenados. A operação busca assegurar que os fundos destinados à previdência dos servidores sejam geridos de forma responsável e transparente, evitando prejuízos aos aposentados.

A "Operação Moral Hazard" reflete um esforço da Polícia Federal de coibir práticas irregulares na administração de recursos públicos, especialmente em áreas tão sensíveis quanto a previdência dos servidores. O desdobramento das investigações poderá trazer à tona mais informações sobre a gestão financeira no âmbito do Instituto de Previdência de Santo Antônio de Posse, contribuindo para um maior controle e fiscalização dos recursos públicos.