A convenção estadual da Federação Solidariedade/PRD não autorizou a Indicação de Michele Caputo (SD) para compor a chapa de Requião Filho (PDT) na frente progressista de esquerda. O resultado da votação foi um empate, com dois votos a favor e dois contra. Apesar disso, a união formada pela Federação Brasil da Esperança, que inclui partidos como PCdoB, PT e PV, assim como a Federação Rede/Psol e o PDT, decidiu entregar a vaga, alegando um acordo com a direção nacional, com Paulinho da Força (SD) e com o ex-deputado Galo (SD), que já foi ligado ao PT.
O presidente estadual do PRD, Alfredo Kaifer, indicou que o partido pode recorrer à Justiça para contestar essa indicação, afirmando que a posição do PRD é de direita e que isso pode criar um impasse para a coligação de esquerda. O risco de impugnação do acordo está presente, o que levanta preocupações sobre a composição da chapa.
A aliança progressista, por sua vez, já conta com a confirmação de seis partidos: PDT, PT, PV, PSOL, PCdoB e Rede. No entanto, a participação do PRD e do Solidariedade ainda é incerta, com a possibilidade de que esses partidos não apoiem a candidatura, já que tendem a se alinhar mais com o senador Sergio Moro (PL).
Os partidos têm até o dia 15 de agosto para apresentarem suas atas na Justiça Eleitoral, momento em que será possível esclarecer se a coligação contará com oito ou seis partidos. A situação continua em aberto e poderá ter desdobramentos significativos para a política no Paraná.
A disputa pela vice na chapa de Requião Filho é um reflexo das tensões internas nas alianças políticas, evidenciando as dificuldades em unir diferentes correntes ideológicas em um cenário eleitoral cada vez mais polarizado.





