Punicao mais rigorosa para misoginia no ambiente digital

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A especialista em Direito Digital, Maria Eduarda Amaral, destaca que o ambiente virtual é o principal motor de crimes contra mulheres. Ela defende agravantes para perfis fakes e considera que a impunidade no campo virtual funciona como um combustível para que a violência evolua até atingir o ambiente físico.

A proposta altera a Lei do Racismo para incluir as condutas motivadas pelo preconceito de gênero entre os delitos punidos por discriminação. Com a mudança, a prática passa a ser considerada um crime inafiançável e imprescritível, seguindo o mesmo rigor jurídico aplicado aos casos de racismo, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A especialista destaca que a violência de gênero na internet não se restringe a fóruns isolados, mas infiltra-se no cotidiano profissional das mulheres.

Ela menciona que existem grupos fechados em plataformas como Discord, Telegram e Twitter, que operam longe do olhar do público geral, mas que servem de incubadoras para o ódio que acaba transbordando para o mundo físico.