A crise no Oriente Médio impacta diretamente o mercado brasileiro de energia, resultando em uma redução de 60% na importação de combustíveis em relação ao ano anterior. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) classifica esse momento como de risco excepcional, com desabastecimento de diesel e gasolina em diversas regiões do país.
As refinarias nacionais estão operando em sua capacidade máxima, mas a oferta interna continua insuficiente para atender à demanda, resultando em filas e preços elevados. Os motoristas estão enfrentando dificuldade para encontrar combustível comum, sendo muitas vezes obrigados a optar pela versão aditivada.
No Rio de Janeiro, uma investigação foi aberta para apurar possíveis abusos de poder econômico por parte de postos e distribuidoras, que estariam retendo estoques para aumentar os preços. A Polícia Civil realizou diligências na refinaria de Duque de Caxias para verificar irregularidades no fluxo de distribuição.
O Brasil, apesar de ser um grande produtor de petróleo, ainda depende da importação de derivados, com 30% do diesel e 10% da gasolina consumidos no país vindo do exterior. A situação pode se agravar se fornecedores internacionais, como a Rússia, redirecionarem remessas para mercados asiáticos. A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis afirma que o abastecimento está garantido até o início de abril, mas alerta para projeções baixas nas importações do mês.





