São Paulo enfrenta risco elevado de incêndios florestais, alerta Defesa Civil

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A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta severo sobre o aumento do risco de incêndios florestais em áreas de vegetação para os próximos meses. A análise meteorológica realizada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) indica que o período entre junho e outubro será o mais crítico em todo o estado. Essa situação será favorecida por uma combinação de altas temperaturas, baixos índices de umidade relativa do ar e chuvas irregulares, potencializadas pelo fenômeno El Niño.

Embora as condições climáticas contribuam para o ressecamento da vegetação e a propagação de incêndios, o monitoramento estadual destaca que a maioria das ocorrências é provocada por ações humanas. Queimadas irregulares para limpeza de terrenos, o descarte inadequado de materiais inflamáveis e o lançamento de bitucas de cigarro em rodovias são apontados como os principais responsáveis por grandes incêndios durante a estiagem.

Para combater os riscos associados ao período de seca, o Governo do Estado está antecipando as ações da Operação SP Sem Fogo. Estão programados 16 treinamentos presenciais em todas as regiões administrativas, com o objetivo de capacitar agentes municipais para o combate direto ao fogo. Em uma iniciativa inédita, produtores rurais de assentamentos também passaram por treinamento e receberam equipamentos específicos, conhecidos como "kits estiagem", para atuar preventivamente em áreas rurais.

A estrutura operacional do estado receberá um reforço significativo em 2026, com um investimento de R$ 62,2 milhões destinado à compra de 120 caminhões-pipa, que servirão tanto para o abastecimento quanto para o combate às chamas. Até o momento, 32 desses veículos já foram entregues às prefeituras, enquanto outros 88 estão na fase final de aquisição.

Além disso, a Defesa Civil disponibilizou kits de resiliência hídrica, que incluem cisternas flexíveis e suporte para a contratação emergencial de serviços de transporte de água potável em situações de calamidade. A estratégia de resposta também envolve a utilização de tecnologias inovadoras, como a aplicação de retardantes de fogo químicos, que ajudam na contenção de incêndios em áreas de difícil acesso e reduzem os custos operacionais.

A Sala SP Sem Fogo centraliza os esforços de meteorologistas e técnicos que monitoram focos de calor em tempo real. A Defesa Civil orienta a população a não soltar balões e a denunciar crimes ambientais pelos números 181 ou 190. O cenário de risco será monitorado diariamente pelas autoridades até que o retorno das chuvas regulares ocorra no final do segundo semestre.