Sávio, ídolo do Flamengo, fala sobre sua trajetória e novos desafios como empresário

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Sávio, conhecido por sua ascensão nas categorias de base do Flamengo, construiu uma carreira de sucesso como jogador, conquistando títulos importantes, como três edições da Liga dos Campeões da Europa pelo Real Madrid. Após se aposentar, o ex-atacante encontrou uma nova vocação como empresário, atuando em áreas como agenciamento de atletas, investimentos imobiliários e o mercado financeiro.

A trajetória empresarial de Sávio começou a tomar forma logo após seu primeiro contrato com o Flamengo, que incluiu um apartamento como parte de sua renovação. Essa experiência despertou seu interesse pelo mercado imobiliário, que se intensificou após sua transferência para o Real Madrid. “Fui descobrindo e potencializando essa questão do investimento imobiliário”, afirmou Sávio em uma entrevista.

Aos 52 anos, ele gerencia sua nova carreira com foco em três frentes principais. Além de agenciar atletas, Sávio se envolve em processos de transferência, como a recente do lateral Filipe Luís para o Flamengo, e acompanha a carreira do lateral Wesley. Mesmo após deixar os gramados, ele mantém uma conexão forte com o futebol.

Durante sua carreira, Sávio fez parte do famoso "Ataque dos Sonhos" do Flamengo, ao lado de Romário e Edmundo, embora a parceria tenha sido marcada por poucos jogos juntos. Entre suas conquistas, estão o Brasileirão (1992), o Campeonato Carioca (1996) e a Copa do Brasil (2006), além das três Liga dos Campeões (1997/98, 1999/00 e 2001/02), a Intercontinental (1998), a LaLiga (2000/01) e a Supercopa da Uefa (2002).

Com uma vasta experiência e conhecimento, Sávio também se permite analisar o futebol atual. Para ele, uma das maiores mudanças no esporte ao longo dos anos tem sido a evolução física dos atletas. “O futebol se tornou algo muito mais físico, o atleta corre mais”, destacou, ressaltando que a tática também ganhou mais espaço. Sávio acredita que a qualidade técnica do futebol brasileiro diminuiu, ao contrário do que se via em sua época, onde a criatividade e o drible eram mais valorizados.

No entanto, ele destaca que a conexão entre o futebol sul-americano e europeu se intensificou, permitindo um intercâmbio maior de estilos e técnicas. Essa nova realidade, segundo ele, exige adaptações constantes, tanto dos jogadores quanto dos clubes, para se manter competitivo em um cenário globalizado.