O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não obteve sucesso em sua tentativa de indicar Jorge Messias, atual advogado-Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A rejeição ocorreu no Senado Federal, onde a votação culminou em 42 votos contrários e 32 favoráveis, sendo necessário pelo menos 41 apoios para que a indicação fosse aprovada.
Antes da votação em plenário, o nome de Messias havia sido submetido à Comissão de Constituição e Justiça, onde obteve 16 votos a favor e 11 contrários. A tramitação da indicação envolveu uma sabatina com duração de cerca de oito horas, além de intensas articulações políticas para garantir apoio entre os senadores.
Dentre os fatores que influenciaram a decisão, destacou-se a falta de um posicionamento claro do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB). Ele tinha preferência por outro nome para a vaga e não se comprometeu com a indicação de Messias, o que acabou impactando a decisão de senadores que estavam indecisos.
Durante a sabatina, Jorge Messias discutiu diversas questões relacionadas ao Judiciário, manifestou apoio a mecanismos de controle institucional e comentou decisões tomadas enquanto liderava a Advocacia-Geral da União, incluindo ações ligadas aos eventos de 8 de janeiro. Ele também respondeu a questionamentos sobre temas constitucionais e suas posições pessoais.
Com a reprovação da indicação, o presidente Lula precisará apresentar um novo nome ao Senado para avaliação. Até o momento, não há um prazo definido para essa nova escolha, que deverá levar em consideração o cenário político atual e as articulações necessárias para assegurar o apoio dos parlamentares na Casa Legislativa.





