Sesa apresenta balanço do 2º quadrimestre e aponta queda na mortalidade materna e infantil

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A Secretaria Estadual de Saúde apresentou nesta terça-feira, 20 de outubro, na Assembleia Legislativa do Paraná, a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026, referente aos meses de maio, junho e agosto. A audiência pública foi presidida pelo deputado Tercilio Turini (MDB), presidente da Comissão de Saúde, e contou com a participação do secretário Cesar Neves e de gestores da pasta.

Durante a apresentação, a Sesa informou que empenhou R$ 5,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, valor equivalente a 13,28% da receita líquida de impostos, que somou R$ 38,4 bilhões. No mesmo período, foram liquidados R$ 4,3 bilhões. O relatório também detalhou o cumprimento do Plano Estadual de Saúde, que possui cinco diretrizes, 24 objetivos, 88 metas e 177 ações.

O secretário Cesar Neves destacou a redução dos índices de mortalidade materna e infantil. Segundo o relatório, a Razão da Mortalidade Materna alcançou a taxa de 45,1, a menor desde 2022, quando o índice era de 42. Em 2023, a taxa foi de 45,7; em 2024, de 61,8; e, em 2025, de 48,4. Apesar da queda, o número ainda não atinge a meta do Plano Estadual, que é de 37,50. Neves também citou a redução de 41% no número de usuários que aguardam por cirurgias eletivas, superando a meta de 26%, e a diminuição de 33% na fila para consultas e exames especializados, acima da meta de 30%.

A deputada Marcia Huçulak (PSD) questionou a gestão sobre os restos a pagar, despesas assumidas e não quitadas até o fim do exercício. Conforme o relatório, o saldo atual é de R$ 659,9 milhões, referente aos exercícios de 2021 a 2025. A parlamentar perguntou se os montantes estavam garantidos para a execução de obras em andamento. "Espero que isso permaneça bem assentado para que não haja prejuízo para a população com atrasos ou não conclusão de obras", afirmou.

Adriano Rissati, diretor do Fundo Estadual de Saúde, afirmou que o saldo de restos a pagar registra trajetória de queda. O valor, que chegou a R$ 1,7 bilhão em 2025 e abrangia os exercícios de 2020 a 2024, foi reduzido gradativamente. "A tendência é que os números diminuam ainda mais", pontuou, citando a meta de encerrar 2026 com estoque abaixo de R$ 1 bilhão no acumulado de 2022 a 2026. Ele acrescentou que a continuidade das obras está garantida por recursos previstos na Lei Orçamentária Anual proposta pelo governo do Paraná para o próximo exercício, com cerca de R$ 1 bilhão destinados a esse fim.