TRE do Paraná suspende propaganda de Moro sobre aliança com Ratinho Junior

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A disputa eleitoral pelo Governo do Paraná ganhou novos contornos jurídicos, com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) decidindo, de forma unânime, pela suspensão imediata de uma propaganda do candidato Sergio Moro, do PL. A propaganda em questão faz referência a uma suposta aliança política entre Moro e o governador Carlos Massa Ratinho Junior, do PSD, nas eleições de 2018 e 2022.

A ação que resultou na suspensão foi movida pelo próprio Ratinho Junior, que se posicionou contra a veiculação da propaganda de Moro. O governador, que atualmente apoia a candidatura de Sandro Alex, também do PSD, ao Palácio Iguaçu, intensificou sua participação no embate judicial que caracteriza a atual campanha eleitoral.

A decisão foi proferida na quarta-feira, 2 de setembro, em uma tutela de urgência sob a relatoria da juíza auxiliar Claudia Cristina Cristofani. A magistrada apontou que a afirmação contida no programa eleitoral é “sabidamente inverídica” e não reflete a realidade das relações políticas entre os dois. Segundo a juíza, a informação poderia causar confusão no eleitorado.

No dia 31 de agosto, a propaganda foi exibida em rádio e televisão, onde Moro agradecia ao governador por uma suposta aliança estabelecida em 2018 e mantida durante a eleição de 2022. Contudo, a Justiça Eleitoral concluiu que essa narrativa não possui fundamentação no histórico político dos envolvidos.

Em 2018, Sergio Moro era juiz federal titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e não estava concorrendo a nenhum cargo eletivo, o que inviabiliza a ideia de uma aliança eleitoral naquele período. A situação em 2022 também difere do que foi apresentado na propaganda, uma vez que Moro disputou uma vaga no Senado pelo União Brasil, enquanto Ratinho Junior buscava a reeleição para o governo.

Durante a campanha de 2022, o governador manifestou apoio ao candidato Paulo Martins, que concorria ao Senado contra Sergio Moro. A análise do TRE-PR reafirmou que a associação entre Moro e Ratinho Junior não se sustenta nos fatos históricos das eleições passadas, reforçando a necessidade de veracidade nas informações apresentadas ao eleitorado.