Trump propõe controle dos EUA sobre Ormuz e cobrança por segurança

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) que o país tomará o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de exportação de petróleo do Oriente Médio. Durante uma entrevista à Fox News, Trump enfatizou que os EUA atuarão como "guardiões do estreito" e que serão remunerados por garantir a segurança dessa passagem estratégica.

Trump afirmou que o Irã deveria reembolsar os custos da operação, mas não detalhou como esse processo ocorreria. As declarações do presidente geraram reações, incluindo uma resposta da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que classificou os comentários como "arrogantes". Essa situação ocorre em um contexto de crescente tensão entre Washington e Teerã.

Além das implicações sobre o controle do estreito, as afirmações de Trump levantam questionamentos sobre as recentes declarações do Comando Central dos EUA (Centcom), que negou a presença de domínio persa sobre a hidrovia. O presidente também comentou sobre a condição da República Islâmica, afirmando que o Irã "não tem mais nada" e descrevendo seus líderes como "negociadores profissionais". Ele ainda mencionou um acordo anterior entre os EUA e o Irã que, segundo ele, foi rompido por Teerã.

Trump destacou uma ofensiva militar realizada pelos EUA na noite anterior, afirmando que as forças americanas "atingiram o Irã com muita força". O clima de tensão entre os países parece estar se intensificando, e as declarações de Trump sugerem uma postura mais assertiva em relação ao Irã.

Ainda na entrevista, Trump abordou a política interna dos Estados Unidos, alertando sobre a possibilidade de uma paralisação parcial do governo, conhecida como "shutdown", em setembro. Ele atribuiu essa situação à necessidade de encerrar o mecanismo do filibuster, que exige 60 votos no Senado para que a maioria dos projetos seja colocada em votação.