O funeral do aiatolá Ali Khamenei, antigo líder supremo do Irã, ocorreu neste domingo (05/07) e contou com a presença de três de seus filhos, que se reuniram ao redor do caixão do patriarca. No entanto, a ausência de Mojtaba Khamenei, escolhido como seu sucessor, gerou especulações. Mojtaba não é visto em público há meses e não há informações sobre seu estado de saúde.
Os caixões de outros quatro membros da família Khamenei também foram velados, todos vítimas de um ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que desencadeou um conflito no Oriente Médio. A cerimônia, que teve início na última sexta-feira, faz parte de uma semana de homenagens a Khamenei, incluindo a previsão de levar seus restos mortais a locais sagrados no Iraque.
A TV estatal exibiu a imagem de Mostafa, Meysam e Masoud Khamenei rezando em um pátio do Grande Mosalla Imam Khomeini, um grande complexo religioso em Teerã. Após um primeiro dia de velório em ambiente restrito, o caixão foi colocado ao ar livre no sábado, coberto por vidro, ao lado dos caixões de sua filha, genro, nora e neta de 14 meses.
A situação de Mojtaba Khamenei é cercada de mistério. Relatos indicam que ele pode ter ficado ferido durante o ataque e que poderia estar escondido devido a ameaças contra sua vida, inclusive de Israel. Informações de fontes próximas ao novo líder supremo relatam que ele sofreu lesões significativas, o que o impede de aparecer publicamente.
O público que compareceu ao funeral neste domingo foi consideravelmente maior do que no dia anterior. Os presentes, vestidos de preto, carregavam faixas e bandeiras em homenagem a Khamenei, além de entoarem gritos pedindo a morte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a cerimônia, o poeta Mohammad Rasouli questionou nos alto-falantes: "Por que o homem mais bastardo do mundo ainda está vivo?", em uma clara ameaça direcionada a Trump.
A tensão entre Irã e Estados Unidos permanece alta, com autoridades federais americanas monitorando ameaças provenientes do Irã há anos. Embora o governo iraniano tenha negado planos de assassinar Trump, a retórica agressiva é uma constante nas comunicações oficiais.





