Projeções apontam que 6 a 8% dos eleitores decidirão a próxima eleição presidencial

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No último episódio do programa Canal Livre, realizado no dia 5, foi apresentada uma análise abrangente sobre o atual cenário eleitoral no Brasil, com foco nos perfis de eleitores que poderão influenciar o futuro político do país. Especialistas discutiram a estabilidade das intenções de voto e os segmentos ainda em disputa, que são vitais para o resultado da próxima eleição presidencial.

Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, destacou que a decisão da eleição pode recair sobre um grupo específico de eleitores. "Com base nas nossas pesquisas, acreditamos que a eleição será decidida por uma faixa entre 6 e 8% do eleitorado. O restante já está alinhado, tanto com o bolsonarismo quanto com Lula", afirmou Hidalgo.

Por outro lado, Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, apresentou uma perspectiva ainda mais restritiva, sugerindo que a fatia de eleitores indecisos é de aproximadamente 3 a 4%. "Dos 52% que acreditam que o governo Lula não merece continuar, existe uma parcela que votou nele e agora se encontra em dúvida. Esses 3 a 4 pontos percentuais representam quase 5 milhões de eleitores", analisou.

O perfil desse eleitorado em disputa é majoritariamente composto por mulheres que recebem entre 2 e 5 salários mínimos, muitas delas atuando no mercado informal e com múltiplas fontes de renda. Essas mulheres estão concentradas, principalmente, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sendo fundamentais para a vitória de Lula nas eleições de 2022. Moura descreve esse grupo como conservador e engajado com suas comunidades e igrejas locais.

Moura ainda ressaltou que tanto Lula quanto o atual governo podem não agradar a essa parcela da população. "Essas mulheres têm uma memória negativa em relação à gestão de Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19. Além disso, elas sentem que o governo atual não está cumprindo suas promessas, especialmente no que se refere à economia. A Michelle tem um canal de comunicação com essas pessoas, mas atualmente o governo é o único que está se dirigindo a esse público com questões relacionadas a benefícios", concluiu o especialista.